Regularizar um imóvel sem escritura é uma das maiores dores de quem mora ou investe em imóveis no Brasil. A boa notícia é que existe um caminho mais rápido e seguro: a usucapião extrajudicial.
Neste artigo, você vai entender:
- O que é usucapião
- Quando a via extrajudicial é possível
- Quais documentos são necessários
- Como funciona o procedimento passo a passo
- E por que contar com um advogado especializado faz toda a diferença
O que é usucapião?
A usucapião é uma forma legal de adquirir a propriedade de um imóvel por meio da posse prolongada, contínua e com intenção de dono, durante um período previsto em lei.
Dependendo do caso, esse prazo pode ser:
- 15 anos (usucapião extraordinária)
- 10 anos (usucapião ordinária)
- 5 anos (usucapião especial urbana ou rural)
- 2 anos (usucapião familiar)
Cada modalidade possui requisitos específicos, que precisam ser analisados individualmente.
O que é a usucapião extrajudicial?
A usucapião extrajudicial permite regularizar o imóvel diretamente em cartório, sem a necessidade de um processo judicial demorado.
Ela está prevista no:
- Art. 216-A da Lei nº 6.015/73 (Lei de Registros Públicos)
- Provimento nº 65/2017 do CNJ
Na prática, isso significa mais agilidade, menos burocracia e menor custo emocional para o proprietário.
Quando a usucapião extrajudicial é possível?
Ela pode ser utilizada quando:
- Não há litígio entre as partes
- A posse é comprovável
- O imóvel é identificável e regularizável
- Todos os requisitos legais são atendidos
Mesmo assim, cada caso precisa ser analisado por um advogado, pois erros no procedimento podem gerar indeferimento e perda de tempo e dinheiro.
Usucapião extrajudicial: passo a passo
1. Reunir provas da posse
É fundamental comprovar que você exerce posse real sobre o imóvel. Exemplos:
- Contas de água, luz ou internet
- IPTU
- Correspondências no endereço
- Contratos
- Compras entregues no local
- Declarações de vizinhos
Sem provas, o pedido não avança.
2. Lavrar a Ata Notarial
O primeiro ato formal ocorre em um Cartório de Notas, onde o tabelião irá:
- Analisar documentos
- Ouvir o possuidor
- Registrar a situação do imóvel
- Descrever a posse e o tempo de ocupação
Esse documento é chamado de Ata Notarial e é indispensável.
3. Protocolo no Cartório de Registro de Imóveis (RGI)
Com a ata pronta, o processo segue para o Registro Geral de Imóveis, onde:
- O cartório notifica confrontantes e proprietários anteriores
- Analisa a documentação técnica e jurídica
- Publica editais se necessário
- E, estando tudo correto, realiza o registro da propriedade
4. Registro definitivo do imóvel
Após a aprovação, o imóvel passa oficialmente para o nome do possuidor.
Ou seja: o imóvel finalmente se torna legalizado.
Qual a importância do justo título?
Em algumas modalidades, é necessário apresentar um justo título, como:
- Contrato de compra e venda
- Promessa de compra e venda
- Cessão de direitos
- Contrato de gaveta
- Direitos hereditários
Outras modalidades dispensam esse documento, mas a análise correta evita erros graves.
Por que contratar um advogado especializado?
Apesar de ocorrer em cartório, a usucapião extrajudicial é um procedimento jurídico complexo.
Um advogado especializado garante:
- Escolha correta da modalidade
- Análise dos riscos
- Organização das provas
- Redação técnica da documentação
- Comunicação com cartórios
- Prevenção de indeferimentos
Na prática, o advogado reduz drasticamente o tempo, evita retrabalho e protege seu patrimônio.
Regularizar seu imóvel é proteger seu futuro
Imóveis irregulares:
- Não podem ser financiados
- Dificultam venda
- Geram conflitos familiares
- Perdem valor de mercado
- Podem ser alvo de disputas judiciais
A usucapião extrajudicial é hoje uma das formas mais eficazes de resolver esse problema de forma definitiva.
Dr. Leandro Sebastião, advogado imobiliário em Florianópolis, atua de forma estratégica na análise e elaboração de contratos de compra e venda, acompanhando cada etapa da negociação para garantir segurança, clareza e proteção jurídica ao cliente.


